| Seu avô sempre gostou de fotografia. Como todo bom artista ele se preocupava com a repercução que teria, na verdade, em divulgar o seu trabalho nos mais variados lugares. Eles tinham em casa um pequeno laboratório, e foi lá, ainda criança, que Kadu Niemeyer começou a se interessar pela fotografia.
Com o passar do tempo, o que era apenas uma brincadeira de criança tornou-se um hobby e, mais tarde, a sua profissão. Kadu, sempre procurou em todos os seus trabalhos, nas mais variadas áreas da fotografia, respeitar o “modelo”, o objeto a ser fotografado, visando respeitar a sua própria verdade, a sua essência. Incorporou as características da técnica fotográfica para mostrar novas angulações, novos enquadramentos, pontos de vista particulares que somente o olhar congelado pela fotografia pode revelar.
A arquitetura de seu avô Oscar Niemeyer é muito rica, cheia de curvas sensuais, de ritmos e balanços que, muitas vezes, acabam por provocar certos “sonhos” nos fotógrafos fazendo com que resolvam empreender uma viagem particular, dissociando-se inteiramente da verdade objetiva. Ensaios fotográficos, quando bem-feitos, é uma boa experiência. Mas, no caso da fotografia de arquitetura eles nem sempre são necessários. O desafio do bom fotógrafo é exatamente o de apresentar o elemento arquitetônico, destacando a sua força e a sua beleza e, ao mesmo tempo, investir na elaboração de uma linguagem fotográfica pessoal, sensível, bem produzida.
É isso que Kadu Niemeyer busca em seu trabalho. 
Com seu avô, aprendeu que as virtudes fundamentais do ser humano que são a honestidade e a modéstia. Ele sempre diz “(...) a arquitetura não tem importância. Importante é a vida”. Se ele, famoso como é, afirma sempre isso, imagine, qualquer um de nós. Kadu, procura apenas ser fiel ao profundo afeto que tem por seu “avô”, seu “dindo”, seu “paizão” como ele o trata.
Kadu, procura também colaborar com muita qualidade para que o seu trabalho, os seus projetos, possam, por meio de suas reproduções fotográficas, continuar a despertar o encantamento e o aplauso de todos. Esse é o principal objetivo de Kadu Niemeyer. E saber que a sua fotografia cumpre o papel de atrair e aguçar seus clientes e parceiros.
Em abril de 2007, Kadu Niemeyer teve a grande oportunidade de realizar um antigo sonho de seu avô Oscar Niemeyer e seu também – fazendo uma viagem à Cuba. Foi com muita responsabilidade e prazer que aceitou o convite e, durante os 15 dias que lá esteve, buscou ver e sentir a cultura desse povo guerreiro.
Visitou várias escolas de arte, ouviu atentamente os programas que desenvolvem na área de arte-educação e os resultados alcançados.
Esteve também no Ateliê Oscar Niemeyer, em fase de finalização, onde serão ministrados cursos e work-shops visando um intenso intercâmbio com arquitetos brasileiros.
E andou sempre acompanhado de sua máquina fotográfica, fez questão de registrar tudo o que via: as escolas especializadas, os monumentos da revolução, as lindas paisagens e fragmentos do cotidiano cubano, para que pudesse apresentar ao seu avô, através de seu olhar, a vida daqueles que tanto admira e defende.
O vasto material fotográfico que arrecadou durante esses dias e que, imediatamente após seu retorno levou ao seu avô, e irá nos proporcionar a publicação de um belo livro, no qual já estão trabalhando e publicarão brevemente.
Sua agenda de compromissos em Havana incluía também uma visita à oficina onde estava sendo construído o monumento, desenhado e presenteado pelo seu avô, que simboliza a resistência dos cubanos em seu confronto com a política dos Estados Unidos. Com uma estrutura de 9,5 toneladas, o monumento representa um monstro com a boca aberta e um cubano que o enfrenta, empunhando uma bandeira.
E ainda nessa matéria não posso deixar de dizer que ele se comoveu bastante ao ver com que garra e determinação caminha próspero Cuba, por tantos anos comandado pelo líder, Fidel Castro. 
Em janeiro de 2008 surgiu um novo convite e mais uma vez Kadu, teve a satisfação de retornar a Cuba. Dessa vez para representar seu avô na solenidade de inauguração do monumento e da Praça Niemeyer, onde ele se ergueria.
Ao sair do Brasil jamais poderia imaginar viver, em Cuba, um momento histórico – a transferência do poder de Fidel para seu irmão Raúl.
Ele nos conta que havia tristeza no olhar do povo. Era a certeza da gravidade da doença, mas havia também imensa admiração por sua atitude – a de promover uma transição pacífica e contínua. E assim a vida prossegue tranqüila para decepção norte-americana. Nessa atmosfera foi realizada em 28/01/2008, a solenidade de inauguração de ambas as obras.
A praça, de 20 mil metros quadrados de concreto cinzento, está situada no centro de Havana, tem capacidade para 13.500 pessoas sentadas, postes de iluminação de 37metros de altura, um mecanismo eficaz para troca das lâmpadas e ainda conta com proteções em caso de ventos fortes. Através de um pequeno motor portátil, o conjunto de lâmpadas é abaixado facilitando esse manuseio.
A escultura está pousada num espelho d’água e surge vermelha e forte, como marca da ideologia política de Niemeyer e Castro.
Nessa praça ainda está prevista a construção de um auditório para 1.500 pessoas. O projeto original previa 700 pessoas mas, como cada curso da Universidade de Ciência e Informática tem aproximadamente 1.200 alunos, foi solicitado ao seu avô um redimensionamento para que pudesse acolher cada um desses cursos e todos participassem.
Kadu Niemeyer está acostumado a visitar as obras de seu avô mas, esta em especial, o deixou muito emocionado. A praça estava lotada com muitas autoridades, convidados, estudantes e o povo que compareceu em massa. A todo instante se dirigiam a ele e manifestavam seu carinho, admiração e agradecimento.
Aí está apenas uma prévia desse grande profissional, registrado pra nós que o sucesso e o grande padrão em qualidade, também podem vim de berço, de seus antepassados, mostrando que o GRANDE SUCESSO COM PADRÃO EM QUALIDADE, pode também estar no sangue.
Parabéns meu grande amigo Kadu Niemeyer pelo seu talento e profissionalismo MANTENDO O SEU SUCESSO GARANTIDO!
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