O
guará (ibis rubra) do gênero das pernaltas
de bico comprido e recurvado para baixo, de
plumagem
vermelho-carmesim com a extremidade das asas orlada de
preto, tem seu habitat natural nas lagoas e nos mangues.
O Padre José de Anchieta refere-se a esta ave,
em carta de 1.560 ao Padre Diogo Laines, Roma:
"-
Há ainda uma ave marinha (aquática) por
nome guará igual ao mergulhão, mas de pernas
mais compridas, de pescoço igualmente longo, de
bico estendido e adunco.
Alimenta-se de caranguejos e muito voraz.
Dá-se com ele uma perpétua metamorfose.
Na primeira idade reveste-se de penas brancas, que se
mudam depois em cor cinza, e passando algum tempo tornam
a embranquecer, embora de menor alvura que na primeira
idade; e por fim, ornam-se de cor purpúrea, belíssima;
as quais os brasis muito apreciam, pois com elas enfeitam
os cabelos e os braços nas suas festas".
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Os
guarás também são comentados na biografia
de Anchieta como protetores contra os ardores do sol, pela formosa
nuvem que em certa ocasião fizeram sobre a sua canoa
missionária.
Esta
linda pernalta deu origem ao nome de nossa cidade de Guaraparim.
Um curumim (criança indígena) teria indicado
ao seu pai estas aves, que costumam ficar com uma das pernas
recolhida, dizendo: "- Olhe papai, o guará parece
estar com uma perninha só! Parim!". Daí
o nome Guaraparim: guará (ave ibis rubra) + parim (manca).
O
nosso mangue e as lagoas próximas de Graçaí,
Ubaí e Mãe-bá estariam povoadas destas
aves. Hoje, infelizmente extintas. Contudo existe atualmente
uma preocupação, digna de elogios, de que estes
lugares venham aninhar logo as referidas aves, restituindo todo
o encanto de outrora. Na pessoa do Sr. Manoel Duarte, de Meaípe,
está a iniciativa e a esperança.
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Nome
popular: Guará
Nome
Científico: Eudocimus ruber
Distribuição
geográfica: É encontrada principalmente no norte da América
do Sul.
Habitat
natural: Manguezais
Hábitos
alimentares: Comepequenos crustáceos
ricos em carotenos (que dão a cor vermelha)
Tamanho: Cerca
de 58 centímetros.
Saiba
mais:
O guará (Eudocimus ruber) é uma ave brasileira
encontrada principalmente em manguezais da costa norte da
América do Sul. Os guarás fazem parte da família
Threskiornithidae, mundialmente conhecida como íbis.
Têm
aproximadamente 58 cm, vivem em bandos que chamam a atenção
devido a sua exuberante coloração vermelha.
Essas
aves alimentam-se principalmente de pequenos crustáceos
ricos em carotenos, resultando na intensa pigmentação
vermelha que estas possuem.
Alguns
livros descrevem o bico do guará fêmea diferente
do macho, um pouco mais fino e com a ponta negra. Já
os machos, no período de reprodução,
possuem o bico negro brilhante.
Antigamente
os guarás eram encontrados em Cubatão, local
de mangues (habitat preferido por questões alimentares),
mas devido à grande degradação, poluição
do mar, ao desmatamento e à ocupação
dos manguezais, acabaram migrando para outras regiões.
O
guará foi extinto em uma grande área brasileira
devido à caça: suas penas eram aproveitadas
para adorno, seus ovos eram coletados e os ninhos destruídos,
comprometendo assim a sobrevivência dos guarás. |
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