Aluguel de temporada em Guarapari: como evitar golpes

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Aluguel de temporada em Guarapari: como evitar golpes

Para alugar um imóvel de temporada em Guarapari sem cair em golpe, confirme que ele existe, que quem anuncia tem direito de alugá-lo e que o dinheiro vai para uma conta no nome certo, antes de pagar qualquer sinal. Há dois problemas comuns: o anúncio falso, em que a pessoa paga e fica na rua, e o imóvel real que chega diferente das fotos, sem a TV, a geladeira ou as camas prometidas. Este guia mostra como evitar os dois.

Anúncio falso: pagou e ficou na rua

O golpista publica um anúncio em rede social ou site de classificados, às vezes com fotos copiadas de um imóvel real, e oferece um preço atraente. Depois pede um adiantamento por Pix para "garantir a reserva". Quando o turista chega a Guarapari, o imóvel não existe ou não está para alugar, e a pessoa não atende mais. Muitas vezes é uma família inteira, com malas, procurando onde dormir em plena temporada.

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Guarapari já teve caso assim. Em 2021, A Gazeta noticiou que a Polícia Civil investigava um anúncio com fotos e endereço verdadeiros de uma casa na Praia do Morro, que não estava para alugar. As vítimas recebiam até contrato de locação e pagavam um sinal baixo por Pix, justamente para não desconfiar.

Imóvel diferente das fotos: não tem o que foi prometido

Aqui o imóvel existe e é o mesmo do anúncio, mas o que você encontra não é o que foi mostrado. A foto tem TV, geladeira e camas, e na chegada falta algum item, os móveis são outros ou está tudo mudado. Para se proteger:

  • Pergunte por escrito o que tem: número de camas e colchões, TV, geladeira, fogão, ar-condicionado, ventiladores, roupa de cama, utensílios e garagem.
  • Peça fotos ou um vídeo recentes de cada cômodo e pergunte a data em que foram feitos.
  • Coloque essa lista no contrato e guarde o anúncio, as fotos e as mensagens.
  • Faça a chamada de vídeo mostrando os itens que mais importam para você.
  • Combine por escrito o que acontece se algo estiver faltando: troca, desconto ou devolução.

Na chegada, antes de desfazer as malas: percorra o imóvel, fotografe e filme o que está diferente e avise quem alugou na hora, por mensagem, para ficar registrado. Peça a solução por escrito. Se não houver acordo, procure o Procon, quando houver empresa, imobiliária ou plataforma envolvida, ou o Juizado Especial Cível.

Sinais de alerta

  • Preço bem abaixo de imóveis parecidos, principalmente em datas de alta procura.
  • Pressa: "tem outra família interessada, pague hoje".
  • Pix para a conta de outra pessoa, diferente de quem anuncia ou assina o contrato.
  • Perfil novo, sem avaliações, ou com fotos que aparecem em outros anúncios.
  • Recusa em fazer chamada de vídeo no local ou em informar o endereço completo.
  • Pedido para sair da plataforma e negociar pelo WhatsApp para "economizar a taxa".

O que conferir antes de pagar

  1. O imóvel existe? Peça o endereço completo e procure no mapa e no Street View. Compare a fachada, o prédio e a vista com as fotos.
  2. As fotos são dele? Faça uma busca reversa das imagens no Google, para ver se aparecem em outro anúncio ou cidade.
  3. Quem anuncia pode alugar? Peça um documento que mostre o vínculo com o imóvel, como IPTU ou escritura, ou o contrato de administração, se for um intermediário.
  4. Consegue ver ao vivo? Peça uma chamada de vídeo dentro do imóvel, mostrando a rua ou a portaria. Em prédio, ligue para a portaria ou a administração para confirmar a unidade.
  5. Tem corretor ou imobiliária? Confira se o registro está ativo na consulta do Creci-ES. O conselho alerta que o registro pode existir e estar inativo.
  6. A conta bate? Antes de confirmar o Pix, veja se o nome do recebedor é o mesmo do contrato. Se for diferente, pare e peça explicação.
  7. Conhece alguém na cidade? Se puder, peça a um amigo ou parente que passe no endereço. Se não conhece ninguém, pergunte no grupo de WhatsApp do Guarapari Virtual, onde moradores e turistas trocam informações sobre imóveis. Uma indicação ajuda, mas não substitui as conferências desta lista.

Plataforma, imobiliária ou direto com o dono?

  • Plataforma de aluguel: converse e pague sempre dentro do site ou do aplicativo. O Procon-ES orienta a verificar as avaliações do imóvel e do anfitrião e a nunca pagar por fora.
  • Imobiliária: confira o registro no Creci e entre em contato pelo telefone do site oficial, não pelo número enviado no anúncio. Veja imobiliárias e imóveis de Guarapari no Rotemix.
  • Direto com o dono: pode dar certo, mas exige todas as conferências acima. Sem elas, o risco é seu.

No Guia de Hospedagens do Guarapari Virtual, você fala direto com quem hospeda, e cada cadastro é conferido antes de aparecer. Mesmo assim, faça as suas verificações antes de pagar.

O que o contrato deve ter

  • Nome completo e CPF ou CNPJ de quem aluga e de quem contrata.
  • Endereço completo do imóvel, com número e apartamento.
  • Datas e horários de entrada e saída, e o número máximo de pessoas.
  • Valor total, sinal, forma de pagamento e o que acontece em caso de cancelamento.
  • Lista dos móveis, eletrodomésticos e utensílios e o estado de cada um, de preferência com fotos. A lei exige essa descrição quando o imóvel é mobiliado.
  • Regras do imóvel e do condomínio: animais, visitas, som e garagem.

A locação para temporada é regida pela Lei do Inquilinato e pode durar até 90 dias. A lei permite cobrar o aluguel antecipadamente, então o pedido de pagamento adiantado não é, por si só, sinal de golpe. O que importa é saber para quem você está pagando. Guarde os comprovantes, o anúncio e as conversas.

Caiu no golpe? Faça isto logo

  1. Avise o banco imediatamente e peça a devolução do Pix por fraude, pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED), no aplicativo ou nos canais oficiais do banco. O prazo é de até 80 dias, mas quanto antes, mais chance de ainda haver dinheiro na conta. A devolução não é garantida.
  2. Registre boletim de ocorrência na Polícia Civil. No Espírito Santo, veja a opção da Delegacia Online ou procure uma delegacia. Em Guarapari, sem o registro da vítima o caso pode nem ser investigado.
  3. Guarde as provas: anúncio, perfil, conversas, contrato, comprovante do Pix e chave usada.
  4. Denuncie o anúncio na plataforma ou rede social onde ele apareceu.
  5. Procure o Procon se houver empresa, imobiliária ou plataforma envolvida. Em Guarapari: (27) 3262-5149. Também dá para denunciar pelo Disque-Denúncia, no 181.

Veja também onde ficar em Guarapari, quando ir e os telefones úteis.

Perguntas frequentes

Como saber se um anúncio de temporada em Guarapari é verdadeiro?

Peça o endereço completo e confira no mapa, faça busca reversa das fotos, peça documento do imóvel e uma chamada de vídeo no local. Veja também se o Pix vai para o nome de quem assina o contrato.

É normal pedir sinal para alugar por temporada?

Sim. A lei permite o pagamento antecipado. Mesmo assim, só pague depois de confirmar o imóvel, a pessoa e o nome do recebedor.

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Um contrato garante que não é golpe?

Não. Golpistas também enviam contratos, com dados e documentos falsos. Confira o imóvel e quem está alugando.

O imóvel chegou sem a TV ou os móveis das fotos. O que faço?

Fotografe e filme tudo antes de desfazer as malas, avise quem alugou na hora, por mensagem, e peça a solução por escrito. Guarde o anúncio e as conversas. Sem acordo, procure o Procon, quando houver empresa envolvida, ou o Juizado Especial Cível.

Paguei um Pix e era golpe. O que faço?

Avise o banco na hora e peça a devolução por fraude pelo MED, que pode ser pedida em até 80 dias. Depois, registre boletim de ocorrência e guarde as provas.

Como consultar um corretor no Espírito Santo?

Pela consulta pública no site do Creci-ES. Confira se o registro está ativo, não só se ele existe.

Atualizado em 3 de novembro de 2026. Este texto é informativo e não substitui a orientação de um advogado.

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